Estabeleça limites

Quando algo que é bom passa a ser excessivo? Será que é possível ajudar você, sem me machucar? Podemos compartilhar nossas vidas sem que eu tenha de abrir mão da minha? Quando você precisa realmente da minha ajuda? Quando preciso abrir mão do controle deixando que você e Deus cuidem do assunto?

Encontrar o equilíbrio entre “o suficiente” e “o excessivo” nos relacionamentos é um desafio constante e nada fácil de enfrentar. Principalmente quando o seu papel tende a ser o daquela pessoa que faz “tudo, o tempo todo, para todo mundo”, e o das pessoas é “sou desprotegido, você me deve algo, cuide de mim”; quando você não vê a possibilidade de dizer “não” e eles nunca dizem “sim”.

A necessidade de ser necessário às pessoas carentes que sempre necessitam que alguém cuide delas coloca a pessoa carente no comando – e deixa você sobrecarregado. Elas nunca ficam felizes, por mais que você faça. Portanto, você faz mais para que elas se sintam mais felizes e para você se sentir menos culpado, e acaba em um dilema. Elas se ressentem por você não dar o suficiente, e você se ressente por elas não apreciarem o que você dá. No entanto nenhuma das duas partes sabe como quebrar o ciclo. Então o relacionamento se torna o que os conselheiros chamam de um “emaranhado” onde as mesmas situações sempre se repetem e onde ambas as partes se ressentem e desvalorizam a outra, sentindo-se presas em uma armadilha dominadora da qual ambos temem abrir mão.

Casamentos, famílias, amizades, locais de trabalho, igrejas e grupos sociais ficam presos a esse padrão “vítima-salvador” no qual as pessoas carentes e seus salvadores ficam presos a uma dança em que ambos “amam e odeiam”, mas não querem parar! Você está se reconhecendo? Nesse caso, está caminhando para um relacionamento mais saudável e menos tóxico.

Devocional – A Palavra para hoje – Editora Vida